
Um filme de Casa 3, não pode seguir padrões pré estabelecidos, então as mudanças começam na direção do filme, sai o infantil Chris Columbus, entra o versátil Alfonso Cuarón. E com isso a série ganha um dinamismo maior, inclusive na sua duração, a menor até então da série.
Acaba a estruturação episódica, entrando uma muita mais interessante, quase poética, principlamente ao ilustrar a passagem do tempo. O tom infantil, colorido e ingênuo dá lugar a um mais ameaçador, sombrio e cinza. Afinal a infância está indo embora e a dícifil entrada na adolencência bate à porta.
O Tempo é peça fundamental no filme, e o terceiro ato, em particular, engrandece o filme com suas brincadeiras com ele, que lembram, em parte, o que acontecia em De Volta para o Futuro 2.
No elenco mudanças forçadas acontecem, e Michael Gambon assume com personalidade a difícil tarefa de substituir Richard Harris no papel de Dumbledore, conferindo novas características ao personagem, que torna-se mais ágil e vivaz (Harris investia um tom mais épico do personagem, onde se notava um cansaço maior). Não menos curioso é constatar que, agora, Dumbledore veste um figurino que mais hipponga, emprestando-lhe jovialidade e certo grau de imprevisibilidade (bem diferente do de Harris, mais tradicional, grandioso e pesado).
Para finalizar, a amizade e o companheirismo realçam ainda mais as características de casa 3 do filme, que por si só simboliza ainda mais a obra me fisgando por completo.
Ficha Técnica:
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004)
Dirigido por Alfonso Cuarón. Com: Tom Felton, Richard Griffiths, David Thewlis, Gary Oldman, Robbie Coltrane, Mark Williams (I), Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Timothy Spall, Julie Christie, Emma Thompson, Emma Watson, Rupert Grint, Daniel Radcliffe, Fiona Shaw, David Bradley.
Cotação: *****
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